Centro Histórico de Assunção Acolhe Multidão nas Celebrações da Independência do Paraguai
O Centro Histórico de Assunção foi palco de uma grande celebração dos 215 anos da Independência do Paraguai, atraindo milhares de pessoas para uma programação diversificada que incluiu cultura, arte, gastronomia e música. A rua Palma e outros espaços emblemáticos da capital foram tomados por famílias, jovens e turistas, revivendo o espírito festivo da cidade.
Desde as primeiras horas da quinta-feira, 14 de maio de 2026, o Centro Histórico de Assunção transformou-se para celebrar os 215 anos da Independência do Paraguai. Milhares de pessoas, incluindo famílias, jovens e turistas, lotaram as ruas, especialmente a histórica rua Palma, para uma programação cultural, artística e gastronômica que se estendeu até a madrugada do dia 15, conforme noticiado pelo Ultima Hora. A La Nación estimou a participação em cerca de 120.000 pessoas ao longo do dia.
A edição especial da Feira Palmear foi um dos principais atrativos, ocupando quatro quarteirões com artesãos de diversas partes do país, exibindo trabalhos em ao po’i, ñandutí, filigrana, madeira e cerâmica. A feira também ofereceu uma vasta gama gastronômica, desde comidas típicas paraguaias até pizzas napolitanas, cervejas artesanais e culinária mexicana, criando um retrato contemporâneo do Paraguai em um único espaço, com conversas em guarani e música folclórica ao fundo, segundo o Ultima Hora.
As atividades foram pensadas para todas as idades, com áreas recreativas para crianças, feiras de colecionismo, espaços para animais de estimação e até abrigos de resgate animal. O componente turístico e patrimonial também foi valorizado, com muitos visitantes explorando os locais emblemáticos do centro da capital.
O grande palco em frente ao Cabildo foi o coração artístico da celebração, apresentando uma mistura de folclore, dança, pop, rock, jazz e representações culturais internacionais desde o meio-dia até depois da meia-noite. A abertura artística contou com a Embaixada da Coreia, com canto e K-pop, além da Banda Folclórica Municipal de Assunção e academias de dança. A Orquestra Sinfônica da Cidade de Assunção (OSIC) e Andrea Valobra proporcionaram um dos momentos mais emocionantes, combinando música popular paraguaia com arranjos orquestrais, conforme detalhado pelo Ultima Hora.
Artistas como María Isabel Vera, Aldana Salinas e o aclamado arpista Juan Cancio Barreto, cuja apresentação gerou grande aplauso, também se apresentaram. A representação teatral “Rumores de 1811” reconstruiu episódios da gesta independentista. As bandas Las Paraguayas e Bohemia Guaraní mantiveram o espírito tradicional antes da apresentação de Paiko, que subiu ao palco perto da meia-noite, transformando o ambiente em um grande festival popular. O show de Paiko, uma das bandas mais representativas do rock paraguaio, foi acompanhado por milhares de pessoas que cantaram cada música, consolidando o centro histórico como um ponto de encontro coletivo.
À meia-noite, um espetáculo de fogos de artifício marcou oficialmente o início de 15 de maio, iluminando o céu de Assunção e gerando um dos momentos mais emotivos da noite. A festa continuou com apresentações de Villagrán Bolaños e Los Calaveras até a madrugada. As celebrações foram impulsionadas pela Oficina da Primeira Dama, o Governo do Paraguai, a Municipalidade de Assunção, AMCHA e a Comissão Assunção 500 anos, em articulação com organizações culturais, instituições públicas e o setor privado, conforme a La Nación.