Entre 3 e 6 de junho, a hidrelétrica binacional Itaipu, na fronteira entre Paraguai e Brasil, receberá a 38ª reunião do Conselho Internacional de Coordenação do Programa sobre o Homem e a Biosfera (MAB-ICC) da Unesco. O evento, com cerca de 250 participantes de 34 países, focará em energia limpa e gestão de reservas naturais.
Itaipu
A Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) do Paraguai considera postergar a atualização das tarifas residenciais e comerciais até que as negociações com o Brasil sobre o novo Anexo C do Tratado de Itaipu sejam concluídas, previstas para meados deste ano. O presidente da estatal, engenheiro Félix Sosa, afirmou que a tarifa final dependerá diretamente desse acordo binacional, que definirá o preço da energia gerada pela hidrelétrica.
A Entidade Binacional Itaipú completa 52 anos de sua constituição formal, consolidada como a maior geradora de energia limpa do mundo, responsável por cerca de 90% do consumo elétrico paraguaio e detentora do recorde Guinness de maior produção acumulada de energia hidrelétrica.
O país vê deterioração macroeconômica, com déficit estrutural acima de 2% do PIB e esgotamento dos motores de crescimento: força de trabalho e energia hidrelétrica. Especialistas apontam necessidade de reformas profundas e compromissos críveis.
Arnaldo Aveiro Solís, irmão da senadora Guadalupe Aveiro (ANR), foi comissionado para a Itaipu Binacional em abril de 2026, recebendo salário mensal de G. 21 milhões, apesar de não possuir título universitário. Antes, atuava como recepcionista na Câmara dos Deputados, onde já recebia G. 16,35 milhões. A nomeação ocorreu um mês após a posse da senadora, que substituiu o condenado Erico Galeano.
Listas de funcionários da hidrelétrica binacional revelam que ao menos 109 pessoas ganham mais que o presidente Santiago Peña, incluindo parentes de políticos influentes.