Pedido de licença de conselheiro do IPS para atividades partidárias gera controvérsia

José Argaña, conselheiro do Instituto de Previsão Social (IPS), solicitou nove dias de licença remunerada para atuar como membro do Tribunal Eleitoral Partidário da Associação Nacional Republicana (ANR) durante as Eleições municipais de junho. A solicitação gerou debate público, com Argaña defendendo a legalidade do pedido e o presidente do IPS, Isaías Fretes, levantando questões éticas.

Pedido de licença de conselheiro do IPS para atividades partidárias gera controvérsia

José Argaña, conselheiro do Instituto de Previsão Social (IPS) e representante dos empregadores, solicitou uma licença de nove dias úteis, de 8 a 22 de junho, com direito a remuneração. O pedido, divulgado pela Monumental 1080 AM, gerou controvérsia nas redes sociais, com internautas especulando que a licença seria para viagens pessoais, como a Copa do Mundo nos Estados Unidos.

Argaña defendeu seu pedido, explicando que a licença é para cumprir suas funções como membro do Tribunal Eleitoral Partidário da Associação Nacional Republicana (ANR), cargo que ocupa desde 2017. Ele afirmou que as Eleições municipais de junho, marcadas para 7 de junho, exigirão sua participação no julgamento das atas nos dias seguintes. O conselheiro ressaltou que não há figura de férias para conselheiros do IPS, mas que não tirou dias de descanso em dois anos e meio de gestão.

Em suas declarações, Argaña assegurou que sua ausência temporária não afetará o funcionamento do Conselho de Administração do IPS, que pode operar com quatro de seus seis integrantes. Ele também afirmou que as decisões do Conselho são aprovadas “quase por unanimidade”. O conselheiro rejeitou as críticas do presidente do IPS, Isaías Fretes, que mencionou questões éticas relacionadas ao pedido, afirmando que não há irregularidade em solicitar um benefício que lhe corresponde.

Argaña mencionou ter votado em dissidência em várias ocasiões, junto ao ex-interventor Carlos Pereira, quando consideraram haver decisões irregulares na instituição. Ele também afirmou ter o respaldo do Presidente da República, a quem consultou previamente sobre a possibilidade de solicitar a licença ou renunciar ao cargo. O conselheiro propôs ainda a reforma da Carta Orgânica do IPS, sugerindo a eliminação do Conselho de Administração para substituí-lo por um comitê de gerentes, visando reduzir custos e agilizar a gestão institucional.